***Inércia Decisória***

Seja quente ou seja frio, mas não seja morno que eu te vomito!

29/8/08

A Teoria do parque de diversões (I Parte)

     Eu fui uma criança cheia de perguntas. Desde a mais tenra idade costumava atormentar meus pais, professores, amigos e animais da vizinhança com todo tipo de questionamento, absurdo ou não,que viesse a me ocorrer. As respostas pseudo corretas  que os adultos tentavam me obrigar a engolir  serviam para  que eu percebesse que não passavam de belas palavras, visto que saíam fácil pela boca, mas não se realizavam em atos. E eu continuava com minhas indagações sem fim:

Por que eu tenho que me portar desse jeito se eu não sou assim, mãe?

 
 
Por que ele foi eleito denovo, pai? Não foi ele que roubou o dinheiro do povo?Ele devolveu? Foi isso? Deram uma segunda chance pra ele? Pode isso?

 
Por que   chamam  essa barbaridade de guerra santa, professora Maristela?Se é santa tem como ser estúpida como uma guerra?

 
Por que  sua mão está dentro da calça do Luisinho, padre?

 
(brincadeirinha…)

  
      É, eu fui daquele tipo de criança bem chatinha, que enche tanto a paciência que acaba dando uma vontade de bater com a cabeça na parede pra ver se morre e faz as perguntas direto pro papai do céu. Coisa que não aconteceu. Hoje tem que fale que esse e outros indícios apontam para a nova geração de crianças, as índigos, cristal ou outros rótulos que vem surgindo. Eu acho que são umas crianças "malas" mesmo. E apesar das minhas próprias cabeçadas pela vida, continuei firme, forte e cheia de teorias. Ainda meio metro de gente formulei uma sobre este planeta que eu vivo, também chamado de Terra.  Comecei a achar que eu nada mais era que uma hóspede em um gigantesco parque de diversões, lugar que se deve levar na piada, no bom humor caso contrário, o valor do ingresso acaba sendo jogado fora. Daí cresci e percebi que era bem por aí mesmo.
      Religião é algo que me causa curiosidade e cabe com folga dentro dessa minha teoria infantil. Não sou uma profunda conhecedora do assunto, nem pretendo ser, mas sou uma curiosa e procuro saber a respeito. Até porque, o que mais tem é igreja nova surgindo e quem necessite entrar em uma.  É mais ou menos como uma casa de espelhos: você entra, ri um pouco de um, fica assustada com outro e acaba escolhendo um reflexo em especial, mas sabe que pode trocar de posição na hora que se cansar, pois há outros espelhos espalhados pela sala para serem admirados e criticados. Há quem não escolha  espelho algum , mas há quem fique na frente de um durante uma vida inteira e a isso podemos dar o nome  de personalidade, certeza ou de comodismo.
      Eu imagino Deus, o "criador", o "Altíssimo sobre toda a Terra", o "Todo Poderoso", lá de cima no Paraíso, olhando para sua criação aqui embaixo. Se por um segundo ele ignorar os pobres, os ricos, as crianças passando fome, as desgraças em geral e observar os seus representantes, os que falam em seu nome, transmitem a sua mensagem, o que será que ele tem visto esse tempo todo? Vê crianças mimadas brigando para saber qual crença é mais verdadeira que a outra.Vê gente que arranca contribuição do povo (e como o povo gosta de dar seu dinheirinho suado, seja para igreja, para político corrupto ou para o Criança Esperança, PLIM PLIM) para conseguir uma nuvenzinha no céu ao lado dele.Vê uns amontoando capital e terras enquanto os fiéis se corroem em misérias. Vê preconceito pela opção sexual e conduta em geral.Vê também muita gente boa, que arregaça as mangas e luta para conseguir construir algo bom, para fazer desse parque um lugar divertido para todos.Mas esses não costumam usar de seu nome, talvez por que saibam que o que importa mesmo não é o falar mas as ações de quem sabe realmente amar. Eu acho que ele só não morre de rir porque não pode morrer. Mas sem dúvida alguma deve rir para não chorar.

criado por Teresa Almeida    14:10:33 — Arquivado em: Sem categoria

A Teoria do parque de diversões (II Parte)

     Eu sempre digo que se tudo der errado, vou montar uma igreja ou entrar para política, afinal Inri Cristo se deu muito bem com a primeira opção e o Maluf com a segunda. Mas procuro não quebrar a cabeça pensando nisso, é díficil descobrir com qual das duas opções munida de um bom discurso eu enriqueceria mais rápido. Sei lá,  ainda insisto em tentar trabalhar. Pobre é assim, fazer o quê? 
      Temos aí três livros importantes e diferentes que regem as três principais religiões no mundo, a Bíblia, o Alcorão e Torá. Tem quem queira saber qual é o falso, o inventado e o que deve ser recusado. O Ocidente resgata as passagens belicosas do Alcorão  para confirmar a incitação da violência do Islã, mas será mesmo que se seguíssimos ao pé da letra o que nos diz as normas do livro Bíblico Levítico, herdado aliás da Torá dos judeus, estaríamos muito longe de um regime opressor? Mas aí eu estarei entrando em águas turbulentas e não é sobre isso que se trata o texto e sim da teoria do parque de diversões. Engraçado, esses livros surgiram ha séculos e séculos atrás. Suas mensagens, seguidas ainda hoje como verdade absoluta,foram transmitidas a pessoas que não sabiam escrever que passaram a outros indivíduos e depois de mais algum tempo outros deram uma melhorada aqui e ali. Não sei, não sei, ás vezes eu não lembro o que eu fiz direito ontem, procurar saber o que é falso ou foi inventado depois de tanto tempo  deve dar uma canseira danada, imagino. E deveria ser tudo válido, afinal o que chega até nós em nome de Deus tem a obrigação de levar ao bem, ao amor e a justiça. Penso eu, posso estar errada.
        Fánaticos existem em qualquer situação. Há quem goste demais de beber,  quem goste demais de sexo e há também quem goste demais de se apoiar na própria religião. Tudo que é demais, bem é que não faz.  Extremos causam violência, mas achar um meio termo, o incoerente equilíbrio, para que todos consigam conviver com as diferenças, que hilário,  é o complicado. No século XI os governantes muçulmanos não entendiam por que alguns seguidores de Jesus em vez de ficarem calados, blasfemavam contra Maomé mesmo sabendo que isso os levaria a morte. Hoje é incompreensível o ardor suicida desses homens-bombas que se explodem em nome de Alá. E nunca muda. Em nome da fé, em nome de Deus, para mim é só em nome da violência, de instintos animalescos, não é em nome do Pai. É olho por olho, dente por dente, acaba sobrando para o inocente que fica cego ou banguela.Mas  "bora"  sair já da Casa dos horrores e vamos para outra atração.

     Quando eu ainda era pequena ficava olhando da porta , o espetáculo que alguns faziam dentro de suas igrejas, berrando, esmurrando, saracotiando e pulando. Será que o "pecado" se assusta com gente louca? Ah, esses pais  e  mães  insandecidos que chegam em casa gritando e espancando os próprios filhos e enteados não estarão fazendo um bem? As crianças costumam ficar bem boazinhas e com bastante olho roxo.O pastor que está ali tirando o encosto dos bêbados, não deveria estar mobilizando a comunidade para afastar as crianças de perto deles?

criado por Teresa Almeida    14:08:51 — Arquivado em: Sem categoria

A Teoria do parque de diversões (III Parte)

     Dia desses li uma notinha que dizia que os religiosos Anglicanos agora podem abraçar o catolicismo. Uau, que legal! Todo mundo conhece aquela história daquele rei, o Henrique VIII da Inglaterra, que queria a anulação do casamento, o papa não quis dar e ele rompeu com a autoridade papal criando a Igreja Anglicana.Thomas More (o filósofo) era o conselheiro principal do rei que queria muito uma tal de Ana Bolena, muito espertinha, que não liberava o corpinho de jeito nenhum, só depois do casamento.  Ele começou a irritar o rei mantendo sua inabalável posição ao lado da Igreja católica e acabou sendo morto. Bom, a Igreja muito palhaça, quatro séculos depois resolveu canonizá-lo(demorou Q-U-A-T-R-O S-É-C-U-L-O-S e isso que o cara perdeu a cabeça literalmente por causa da religião. Bem que minha mãe sempre me disse, "filha nessa vida não vale a pena perder a cabeça por ninguém" e nem filósofa ela é). Depois o transformou no Santo Padroeiro dos políticos e estadistas. Tá, mas não foi um desses que mandou cortar a cabeça do Thomas More? Ele ainda por cima tem que passar a eternidade fazendo milagres por essa gente? Ah, não posso esquecer que ele é o Santo padroeiro do Príncipe Charles, o que explica o fato dele ter largado a Princesa Diana por causa da Camila Bowles…tsc tsc… perdeu a cabeça também, hein orelhudo?
        Durante o cerco a Béziers, em 1209 D.C, as tropas papistas já haviam dominado a cidade dos Cátaros, mas uma grande quantidade de católicos viviam dentro dos muros. Um dos cruzados perguntou ao monge e legado papal, comandante  das tropas, como distinguir os católicos dos hereges. A resposta foi: 
 
"Caedit eos!Enim dominus qui sunt eius."
 
ou
 
"Mate a todos, Deus reconhecerá os seus."

     A lenda diz que vinte mil homens, mulheres e crianças foram assassinados. Deus teve que ficar um "tempão" separando, você vai pro céu, você vai pro inferno…

  
     O que sei é que eu acredito MUITO em Deus, NELE e não em uma técnica para chegar até ele. Eu erro aqui e ali, tento consertar, às vezes pioro mais, sei que não estou nesta estadia para escolher ser pecadora ou santa, estou aqui para viver e palpitar de alegria, escolher chorar baixinho ou apreciar a cantoria. Por isso ninguém me tira a certeza que ele acredita muito em mim, ou não teria me mandado pro seu parque de diversões. 

 

criado por Teresa Almeida    14:05:42 — Arquivado em: Sem categoria

27/8/08

Minha primeira vez, Ui!

   Tudo que acontece pela primeira vez tem um sabor diferente, nem sempre é bom, mas dificilmente se repete. A sensação não é esquecida, mas o fato mais dia menos dia, fácil, fácil ,sai da cabeça.

 

   A primeira vez que a avó fez  "aquele"  bolo, que delícia! Depois de muitos pedidos ela tornou a fazer. Era bom, qualquer outro perto dele era sem sal, mas era só o bolo da vó, assim…normal!

 

   A primeira vez que você fez  o que a igreja condena antes do casamento…hm… bom é que não foi, ruim também não!  Foi estranho, mas nem tão complicado. Deu vergonha, mas o termo é "dar" mesmo. Na hora parecia que nada poderia ser igual , mas no final fica assim… normal.

 

   A primeira vez que a bunda levou um pé de quem realmente importava, foi triste, o coração quis sair pela boca, o desejo é se jogar de uma ponte, diminuir de tamanho, beijar o primeiro estranho, morrer por que ninguém será como o "tal", mas a agonia passa, e fica tudo assim… normal.

 

   A última vez, geralmente, a gente escolhe. No mínimo espera ou se prepara. Mas todo dia há uma primeira vez,  algo não planejado: um sorriso, aperto no coração, cheiro, suor ou decepção. Tudo na vida é um parto, uma intenção, o acaso, esperança, desejo e concepção. Não acredito em coincidêcias, acredito em amadurecimento, predestinação ou urgência. Há um motivo para tudo que é feito, dito e vivido. E caso não encontre, talvez já seja este  o motivo. Loucos os  que querem  uma explicação para tudo. Loucos os que não querem nada.

 

Eu não gostava de blogs , até gostar da idéia de criar um.

 

 

Então está aqui.

 

 

Primeira vez.

 

 

Um parto.

 

 

Uma idéia.

 

 

E algumas loucuras!

criado por Teresa Almeida    14:21:45 — Arquivado em: Sem categoria
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Am I a spambot? yes definately
http://oparto.blog.terra.com.br
 
 
 
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