***Inércia Decisória***

Seja quente ou seja frio, mas não seja morno que eu te vomito!

18/9/09

Missolonghi

                Só queria dizer que ando feliz.

         Há várias peças que ainda não se encaixaram e algo essencial que está longe de meus braços. Só que eu sussurro baixinhopara ninguém mais descobrir que o longe, pra quem ama e luta de verdade é um lugar que não existe.

          Não ando tendo motivos para orgulhar-me de mim ultimamente. Ando vivendo e somente isso. Não que eu pudesse afirmar que andei nadando em orgulho no passado, mas fiz coisas realmente incríveis que me fizeram surpreender com o despreendimento que consegui. Só que altruísmo nunca foi o ponto alto de minha personalidade. Passei adiante. Passaram por mim. O mundo me sorriu sárcastico outra vez.     

         A consciência é uma traidora das minhas vontades. Ela não desiste de me atormentar. E eu convivo bem com sua existência. Morro de tudo, morro todo dia, me afogo em ansiedade, perdida na maravilha histérica que a inutilidade consegue me puxar. E nem se quisesse poderia evitar isso.

          Sou demasiada, exageradamente, humana. Comum, média, clássica e cotidiana. Talvez, quem sabe, assim tenha qualquer coisa de diferente. Diferente é ser igual. 

          Pois veja, neste globo gigantesco, estranho e comicamente pequeno há o mais e há o menos. E isso deveria explicar tudo. Não há iguais. Sou tão egocêntrica e megalomaníaca que desejo as duas polaridades. Portanto sou igual. Como qualquer outro reles mortal. Só há o que eu quero e o que eu vou conseguir. E isso explica tudo por mim. Talvez eu não devesse querer, talvez há um tempo atrás fosse errado querer tomar o que outrora repousou em outro lugar,  ignorando a relevância da falta de ação, enganando momentaneamente um outro coração. Mas minha vontade é a pária de minha consciência. Não desiste de me derrotar. E eu convivo muito bem com sua existência.

          Ando mesmo muito feliz.

          Contando ninguém acredita. Minha felicidade, não é de mais nem de menos;fui eu que inventei.

 

criado por Teresa Almeida    02:55:47 — Arquivado em: Sem categoria

6/9/09

A arte da mentira

         Existe uma pesquisa científica que afirma que bebês apenas não matam uns aos outros porque não lhes dão armas. A forma de criação é o que nos difere. Fomos criados para o amor, pra luta, trabalho, preguiça, justiça, maldade, inveja, bondade e as combinações desses entre outros sentimentos. Encontramos nosso equilíbrio pelo caminho, nos dão ou corremos atrás de nossos limites. Ora nos livramos dos nossos hábitos a muito custo, ora sucumbimos pelo que já nos foi enraizado. Na casa do vizinho existe mais afago, doces, mais diálogo ou o oposto dessas coisas. Mas uma em específico acompanha a todos desde criança: a mentira.

       Descobrimos que um velhinho vestido de vermelho com um saco nas costas deve ser um ladrão brega da terceira idade porque papai noel entrando na casa alheia é que não é, que coelhinho da páscoa não traz ovo de chocolate nenhum, que não existe uma criatura mágica com tara por dentinhos como a fada dos dentes e uma cegonha não é um pássaro louco com inexplicável vontade de carregar nove filhos para uma família na favela, enquanto deixa dois ou três nas mansões dos ricaços. Percebemos que por mais que sejamos bonzinhos e façamos o esforço de doar a nossa jujuba deliciosamente colorida, como nos diz a mamãe, o amiguinho filho da p*** não faz o mesmo quando tem um saquinho nas mãos. Daí vem o sentimento de vingança, a raiva, o choro já que ele não deveria fazer aquilo, deveria ser legal igual fomos e o que se ganha pelo ato altruísta?  Aí, dependendo da criança, cai a ficha que além de mentirosos, os adultos também são estúpidos.

          A mentira faz parte do nosso código de leis não escritas, é uma regra e não a exceção. Fomos acostumados a conviver com ela. Mentimos para não ir à escola, mentimos para ganhar presente, mentimos para não levar bronca e com o passar do tempo, alguns ficam tão bons que ao mentirem acreditam serem honestos. Mentiras não são admissíveis hipoteticamente, exceto se contadas pelos nossos pais, professores, patrões, governo, parceiro sexual ou amigos que querem nos deixar feliz. Ou seja, todos que nos cerca. Já sabemos que o político não está falando a verdade e esperamos calmamente que ele não cumpra o que prometeu para depois falarmos debochados que toda eleição é assim. Se quentes somos loucos, profanos ou pagãos. Se frios somos insensíveis, nojentos ou dissimulados. Ser morno é se adequar a sociedade, a falsa alegria da normalidade, consumir até que os produtos nos consumam, reinventar-se dependendo da moda e quando a mentira não puder mais ser superficial e comprada, o sorriso plastificado dará lugar a depressão.

          O amante fala que não suporta a mulher mocréia, mas nunca se separa. Para a esposa fala que não agüenta a mal amada que fica ligando, mas a mulherzinha nunca para de ligar.Na televisão querem seu dinheiro, vendem a beleza do álcool, a compra da própria segurança por ter um silicone no corpo, a idéia que um bisturi vai te fazer se sentir mais atraente, mais invejável. Somos ensinados a cuidar do nosso corpo, mas o prazer por meio dele é um pecado. Hoje a felicidade vem dentro de uma pílula emagrecedora e ser nerd não é mais ser um excluído é ser um chato legal. Ser anti-social não é ser um psicopata ou alguém que realmente não queira contato com a sociedade, agora é ser exótico. Cabelo de playmobil é estilo para gente sem personalidade. Levantar dois dedinhos para cima é sinal de muita atitude, mesmo que mal tenha saído das fraldas. Agressivos, competitivos e individualistas nos tornamos exploráveis como trabalhadores e cidadãos, mas não interessantes como pessoas. Sentados encima de ganhos, gastos e consumo devoramos nossos recursos enquanto procuramos desesperadamente ar puro, luz do sol e boa vida. É uma espécie de conspiração na qual todos participam desde pequenos, um acordo velado em que você finje que fala a verdade e eu finjo que acredito.

criado por Teresa Almeida    19:07:51 — Arquivado em: Sem categoria

3/9/09

E Por que não?

       

          Nós saímos para o mundo gritando para demonstrar estarmos vivos, desesperados para encher os pulmões de ar, retirados do conforto de um ventre protegido para iniciarmos sozinhos a procura dos componentes necessários a vida que nos era fornecido durante os primeiros meses de existência pelo organismo que nos gerava. Fomos arrancados deste organismo ou cuspidos pela natureza na hora considerada adequada. Saímos iguais e iguais continuamos, sobreviventes. Alguns guerreiros lutam até mesmo dentro do útero, contra complicações infelizes das quais ninguém o culpado ou por complicações criadas pelos protetores que não conseguem proteger nem a si próprios. Mas sobrevivemos, todos, vencemos os outros, vencemos a nós, vencemos as diferenças e as dificuldades. Alguns tombos são maiores que os outros, mas não depende de ninguém mais ,exceto aos próprios, o continuar. É um ciclo natural, movido por bons e maus sentimentos. Você sobrevive como quer, e isso não é grandes coisas, porque a continuidade de uma queda é o levantar-se. A vitória é um passo, um segundo e uma lufada de ar inspirada.  Você enxerga o que quer ver, você sente como melhor preferir, você engole o que julga ter capacidade de absorver. E no fim, todos sobrevivemos.

         Como disse Tim Leary, a realidade é só uma opinião.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

criado por Teresa Almeida    18:35:36 — Arquivado em: Sem categoria

29/6/09

O caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor…

 

         Eu escrevo cartas para mim mesma. Não de enviar pelo correio e tal, ora por favor. Eu vivo sendo atropelada por fuscas, coleciono bíblias, falo sozinha, surto sem motivo, mas não envio cartas pelo correio. Eu escrevo e guardo. É que as vezes sinto-me ausente, as vezes eu esqueço de mim e escrevo para lembrar. Desde pequena, pequenininha, tenho muita responsabilidade. Eu tenho um milhão de coisas para fazer enquanto gritam no meu ouvido e jogam as próprias responsabilidades sobre meu colo. Se quer saber, consigo vislumbrar a dor megalomaníaca de um ser perdido em sua Neverland. Consigo admirar a cor do passional dentro da explosão negra da tragédia. Tenho essa mania idiota de pegar a dor do outro e fazer minha. Eu tive tanto que pensar nos outros que surtei e tive crise de infantilidade encima de crise de infantilidade, justamente na hora que não devia. Daí empurrei com o dedão do pé as decisões importantes da minha vida e que influenciavam de forma egoísta a vida de outras pessoas, porque eu estava fraca demais para reagir e eu nunca soube o que era estar fraca. Nunca soube o que é sentir-me traída e sem saída. Não sei admitir que preciso de ajuda. Nunca me permiti ser fraca até que abri falência sobre a minha carcaça e assumi que tinha sido demais. Aí eu fui aturando, aturando, aturando, porque como diz Orson Scott Card: “Afeição pessoal é um luxo que você só pode ter depois que todos os seus inimigos forem eliminados. Até então, todos que você ama são reféns, enfraquecendo sua coragem e corrompendo sua opinião”. Ah e foda-se os chatos intelectuais que criticam o crepúsculo, eu chupei essa frase do prefácio do quarto livro da Meyers, só não sei se a tradução está correta porque li Breaking Dawn, mas não li o Império.

          O que eu descobri é que o que não te mata te faz mais forte. O clichê mais verdadeiro que existe. Descobri também que quem tem amigos tem tudo. E eu tenho os melhores amigos do mundo. Eu digo amigos de verdade, não amigos de balada. Até porque, eu sofro de velhice precoce.

         Sabe, não vou mentir que hoje, em específico, rezei. Porque eu converso com Deus todos os dias. Não. Não vou lá e falo meia dúzia de estrofes decoradas diante de uma cruz quando a água bate na bunda. Nem corro procurar uma residência eclesiástica, entupida de imagens e santo de pedra ou um local de povo faminto que saracoteia celebrando a própria desgraça enquanto o pastor estende a mão. Nesse quesito, ninguém consegue matar minha verdade. Não preciso da técnica, tenho a resposta em meu coração. Mas ainda que eu não soubesse que sou iluminada, hoje comecei a sentir uma mão divina em meio a minha determinação e a uma dor imensa. Porque crescer e tomar decisões é doloroso. Realizar o que é necessário ao invés do que se quer é muito sem graça. Fica mais interessante quando a gente vê o filme já sabendo do final feliz. Só que eu nunca fui assim, então não seria agora, calejada que iria mudar. Bora sair com dignidade pela janela, que o destino final da porta não me interessa. Expurguei até o último grau do meu Karma. Tenho certeza disso. O difícil torna-se acentuado, porque  tenho escolha, o caminho mais fácil é o que está embaixo do meu nariz, mas decidi não segui-lo, decidi tentar porque sou responsável por outros futuros e se não soubesse ser forte por mim, jamais me permitiria trair a confiança de outrem.

        Sou fiel as minhas palavras e ao que chamo caráter.

        Hoje eu escrevi mais umas cartas e li outras. As que eu escrevi são tão incertas quanto tudo neste mundo, sustentam-se apenas pela minha certeza cética e desvairada que o planeta inclina-se para dar vazão a enchente. Umas cartas eu li automaticamente, frases soltas e imagens aleatórias, empoeiradas, de quando me sentia ausente, pensando que um dia as utilizaria em meu futuro presente. Cartas que pensei ter escrito com dor, quem sabe na época pensasse ser ódio,frustração ou vazio. Hoje me trazem a certeza, que foram escritas somente com amor. Iguais as de hoje. Espero que assim seja o amanhã.

criado por Teresa Almeida    15:31:24 — Arquivado em: Sem categoria

31/5/09

Um poço de inutilidade

 

Aí, passeando inutilmente pelos canais de televisão vi a chamada do Fantástico: Luana Piovani dará dicas de sedução para mulheres casadas. Pensei, inutilmente, que mundo é este meodeos?

Não questionando as dicas de sedução, certamente que aquele umetroeoitenta deve ser pura perdição, mas o que será que a gabarita a aconselhar moçoilas casadas? Será ter levado uns sopapos semanas depois de anunciar que iria casar-se com o mané do Dolabella, Donabella, ou sei lá qual o sobrenome do infeliz? Ou quem sabe chifrar o noivo em rede nacional?

Assim, se fossem dicas tipo, um dia de fúria, surtei e ninguém me segura nem você camareira pobre e fodida, ou então aprendam a reconhecer um V.I.P como eu…whatever…

Semana que vem a chamada será: Suzana Vieira ensinando a manter a dignidade depois dos cinquenta.

criado por Teresa Almeida    05:08:45 — Arquivado em: Sem categoria

24/5/09

Boa Fé

 

Joseph Ratzinger, ou Bento XVI, afirmou que a chegada do anticristo está próxima. Ele virá disfarçado de “ecologista, pacifista ou ecumenista”.

Ahm… 

A igreja católica excomunga uma garota de nove anos estuprada que “opta” pelo aborto para não carregar pelo resto da vida um fruto uma carga maior do que o próprio corpinho mal formado consegue suportar. Mantém padres que negam o holocausto, como o Pio XI o fez, o “papa de Hitler” alegou desconhecer o que se passava diante de seus olhos, além de não deixar passar a oportunidade de ganhar um território independente dentro de Roma tendo para isso que reconhecer oficialmente o regime violento e tirano do duce Mussolini.

Em Omaha nos Estados Unidos um garotinho de 8 anos, optou por ser tratado como uma garota, porque ele é feliz assim. Desde os dois anos de idade deseja isso. Depois de seis anos passando por terapeutas e o escambau, ele resolveu que queria ser aceito e pronto. O que a igreja fez? Cagou pra ele! Foi expulso da escola católica porque poderia confundir as outras boas criancinhas que papai do céu ama.

Poxa, eles tem tanto esforço para esconder os zilhões de indivíduozinhos apalpados e invadidos pelos digníssimos representantes de sua seita, mas não conseguem se esforçar no respeito ao próximo, nem mesmo se o próximo for um dos seus.

Se fizer o que é ético ou, no mínimo,o justo vão excomungá-lo.

Mas……………

Se chegar declarado, matando geral, causando misérias e destruindo esse planetinha inteligente de meudeus a igreja correrá para agregá-lo entre os seus. Não sem antes pedir alguma doaçãozinha pela boa fé.

OOOooo seu anticritu, disfarça mesmo!

criado por Teresa Almeida    23:04:14 — Arquivado em: Sem categoria

21/5/09

Manhã gelada, pobre e feliz.

 

Essa vida de parcelar livro no cartão não dá!

Credo!!! E pensar que houve um dia em que papai me comprava tudo que eu queria. Mas faz tanto tempo que as imagens andam nebulosas.

Não, não , chega! Hoje saí para comprar uma dúzia de preciosidades, pagando ali ó, em cash.

* * *

Fui ao sebo hoje de manhã.

Comprar gibi para o meu filhotinho.

Aí, achei um soberboooo livro sobre a linhagem de Maria Madalena junto do evangelho “escrito” por ela. Achei o Tudo se ilumina do Jonathan Safran Foer; Livro genial! Meu coração parou ao ver a edição canadense do Hellboy aquela que tem o prefácio escrito por Guilhermo Del Toro. Pelo preço que custou foi um achado, porque eu não o compraria tão cedo (esperançosa com o futuro, portanto nunca digo nunca) no valor original. Mike Mignola merece que eu pague cada centavo, mas a situação anda precária. Agora o melhor foi ter encontrado os quadrinhos de Hamlet ilustrado por Mandrake embaixo da estante com preço em cruzeiros reais. E ainda levei os gibis da liga da justiça; Supergênese. Tudo pela bagatela de R$ 10,50.

Saí com dor nas costas, amassada e suja de pó, mas tão feliz.

Minha baguncinha aumentou um pouco mais.

Com um pouco de disposição, fiz uma baita compra baratinha, baratinha.

Foi necessário tão pouco para fazer uma congelante manhã ventosa ser excelente junto de um cappuccino quentinho, pastel assado de palmito e uma companhia bem humorada.



criado por Teresa Almeida    02:39:00 — Arquivado em: Sem categoria

Algo assim…

 


 

Sempre achei que amor era uma palavra supervalorizada. Algo que flui fácil na letra de uma música vendável, nas mãos de um escritor habilidoso e na mente de um ser carente. Placebo do corpo e alma que insere emoções, explica a adrenalina do coração disparado, os caminhos cruzados e as peças que se encaixam com atenção do destino.

Copo vazio não transborda, não mata a sede. não sacia a necessidade menos ainda as excentricidades. Viver é isso, é encharcar-se de sensações, sentir que há vida mesmo quando a dor é profunda o suficiente para apalpá-la com os dedos enquanto se comprimi no peito e marca a alma.

Sentimentos são pedacinhos espelhados do que se vê, do que se possui no momento, do conteúdo que se almeja conter, do que se inventa ou do que fingi existir.

Amor a gente inventa, tenta e depois requenta. Se não for aproveita-se enquanto queima, lambuza enquanto apetece e depois joga fora a panela estragada. Mas aí nunca foi. Como dias de sol esquecidos simplesmente porque o nublado acizentou. Se não é o sujeito é porque era objeto, direto ou indireto. Fazêoquê. Ninguém usa o utensílio queimado a não ser que falte outro melhor, por gratidão ao trabalho dedicado ou de quebra galho por estarem os outros brinquedos ocupados.

Amor é escolha.

Escolha é sensação.

Como diria meu poeta maldito,é sentir que existimos mesmo no sofrimento.

Sensação é o grande objetivo da vida.

É o que leva a fé, a guerra, a mentira, a bondade, as drogas,ao milagre, aos filhos, ao espetáculo, a solidão e invariavelmente até a verdade.

Bendito, louvável, enaltecedor e demais sinônimos.

De toda a forma, amor será sempre a palavra que explica tudo quando o resto do mundo não entende coisa alguma. Palavra que eu aprecio muito.

criado por Teresa Almeida    02:24:16 — Arquivado em: Sem categoria

11/5/09

E o salvador veio nos libertar…

 

 

Eu achei que depois de alguns meses diminuiria o show ao redor do Obama, afinal uma hora ele cometeria alguma cagadinha como já cometeu involuntariamente, mas ele é só humano, apesar do seu desproporcional poder, afinal ele só um humano. Festejamos nós que talvez seja um dos melhores humanos que poderia dormir no quarto principal da casa branca.

 

 

Você abre o jornal, a revista e sei lá mais o que e vê tudo a respeito do Obama Mania. Vê a marca da cueca, do celular, a filha, o cachorro, a roupa da primeira dama, o jardim, a horta,a dúzia de sílabas que ele usou para encher a bola do nosso presidente, o clipe do Willseiládasquantas, vemos a foto da mãe, os irmãos, o Quênia,vemos um monte de coisa, vemos tudo e um pouquinho de política para os mais interessados.

 

 

Eu não sou descrente.

 

 

Não sou mesmo!

 

 

Sempre creio exageradamente, e esse é o meu grande erro.

 

 

Só acho que quanto maior a altura, maior o tombo.

 

 

Existem pessoas que estão muito acima do seu tempo, que simplesmente não se pode explicar, já nascem acompanhadas de um estigma que não se finda por nenhuma regra ou convenção social. Em tempos que exibir o popozão em reality show é o sonho por quem tanta gente vem “lutando”, encontrar um iluminado é tão fácil quanto achar um verdadeiro artista no rol de celebridades.

 

 

Lógico que nesses nossos tempos é meio difícil enxergar esse tipo de ser. E quando se crê em um, o transformamos imediatamente na nossa novela diária.

 

 

Vide Barack Obama.

 

 

O presidente de maior pressão política e midiátrica que já se teve notícia sabe que o mundo espera dele bem mais que um presidente, espera um mártir, um semideus, um justo e bondoso comandante, porque se não esperar dele vai poder esperar de quem?

 

 

O circo já começou na posse com toda aquela cópia do discurso do Lincoln.

 

 

Certo.

 

 

Ele é um marco e tem que ser aproveitado até a última gota de sangue e sanidade. Certo para eles, os gringo, que nascem com o nariz lá na testa e nos últimos anos tiveram que conviver e engolir a seco a desonra do pato Bush filho. Certo para os precisam se espelhar em mudanças. Alguns lugares precisam bem mais do que isso, necessitam lotar o peito de esperança para conseguir crer na vida e não se mutilar com a própria hipocrisia e miséria.

 

 

Entretanto tem o resto do mundo, dos felizes que estão encantados com o espetáculo querendo conferir a roupa da primeira dama, e os lunáticos que já começam a enxergar além, misturando o divino no meio da papagaiada (só pra variar um pouquinho). Só esquecem de uma coisinha… Ele é o presidente dos Estados Unidos. Pode ser negro, ou melhor: pode ter sua porcentagem de sangue negro, a mulher supimpa que tem(mas…ele é o presidente dos Estados Unidos! )Ele é um marco? ÔÔÔ se é! É o primeiro presidente negro. É bem intencionado. Ele é tudo isso e um monte de coisa que eu não devo saber. Mas o principal é que o Obama é o presidente do país que com maior bala na agulha. É como um papa realmente bonzinho, realmente interessado, que pode até fazer uma ou outra reforma, deixar a missa do galo mais interessante (se é que isso pode ser humanamente possível), talvezquemsabetodaviasonharnãocustanada retire uma esmolinha do enorme tesouro da igreja católica para os pobres coitados dos fiéis com lombrigas, mas não importa, por melhorzinho que seja ele é o papa e vai continuar sempre com a baboseira que a igreja precisa dizer para reforçar a ignorância enquanto não realiza o óbvio: fazer o bem para os filhos de Deus. O BEM e não filhos em meia dúzia de fiéis.

 

 

Eu não sou descrente, juro!

 

Só acho que carnaval deve ser feito na rua, de preferência longe da minha casa, e não com tanto santo homem de (aparente) caráter que assume um posto elevado. Seja qual for.

criado por Teresa Almeida    03:45:51 — Arquivado em: Sem categoria

9/3/09

Um pouquinho de nada.

 

 

Na verdade, dava tempo para tudo há algum tempo atrás.

Hoje as horas do próprio dia andam mais escassas.

As responsabilidades vão um pouco além da forma de tua idade.

A realidade ainda é a mesma circunferência que nunca deixo de aprender a contornar.

Dá tranquilamente para tamborilar entre o superficial e o profundo, sem se envolver, sem resolver. Mas se o coração não bate descompassadamente e o estômago não sai pela boca o dia acaba sendo cinzento e o vizinho um maldito blasé.

Nessa hora dá tranquilamente para se suicidar na privada.



Posso achar um milhão de desculpas, enxergar um bilhão de defeitos, fazer o que faço de melhor: complicar.

Mas eu realmente não quero.



Acho que eu sai do lado negro da força e virei um Jedi.



Ou o contrário.

 

criado por Teresa Almeida    11:58:50 — Arquivado em: Sem categoria
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